segunda-feira, 2 de maio de 2011

Caminho quase sem volta

Chegamos ao Rio de Janeiro. Na verdade, não parecia ser o Rio de Janeiro, muito menos a casa da minha avó. Mas foi ela quem nos recebeu. Deixamos as malas pela casa e saímos em seguida. Eu, meu irmão, o João, a Adriana e o Batata fomos ao estúdio de tatuagem do Emerson Ferreira. O mais interessante é que o estúdio dele é em Goiânia e não no Rio, mas isso já é outra história.

Mal vi o tempo passar enquanto a Adriana e o Batata passavam horas com o tatuador. Quando tudo terminou, olhei para o meu próprio corpo e não acreditei: tinha coberto o colo e os braços com tatuagens que não tinham nada a ver comigo. A primeira coisa que me veio à cabeça foi “por que não fiz a caveira mexicana que eu tanto queria?”. Já era tarde. Até mesmo uma tatuagem preta e branca que possuía anteriormente havia sido parcialmente coberta por tinta vermelha – como se o tatuador achasse que era para colorir e, de repente, descobrisse que não. Será que também terei que processá-lo? – pensei. Aos poucos, ia descobrindo novas tatuagens pelo meu corpo, conforme sentia a pele um pouco dolorida. Havia uma na barriga e a da perna tinha sido retocada.

Já ia perguntar por que não me chamaram, por que não pediram a minha opinião antes de me tatuarem, mas me toquei que isso era impossível. Era como se, durante todo o processo, meu corpo estivesse no estúdio e minha mente na sala de espera. Impossível! Não sei o que passou pela minha cabeça para tomar aquilo antes de fazer uma tatuagem. Agora não havia outro jeito. Torci para ser só um sonho e meu desejo se realizou.

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